Amino spiking é inflar o teor de proteína declarado de um whey adicionando aminoácidos livres baratos, que contam no cálculo por nitrogênio mas não valem como proteína completa. Dá para farejar os sinais pelo rótulo, sem laudo. A lista de ingredientes é a sua ferramenta principal.
Como o truque funciona
O teor de proteína costuma ser estimado pelo nitrogênio total. Como aminoácidos livres também têm nitrogênio, adicioná-los faz o número da proteína subir no rótulo sem que o produto entregue proteína de whey de verdade na mesma medida. O resultado é um whey que promete mais proteína útil do que tem.
Os sinais na lista de ingredientes
- Aminoácidos livres listados à parte. glicina, taurina, creatina ou aminoácidos isolados aparecendo na lista, especialmente perto da proteína, merecem atenção.
- Ordem suspeita. Se esses aminoácidos vêm cedo na lista, entram em quantidade relevante, e podem estar ali para engordar o número.
- Proteína genérica. rótulo que fala em ‘blend proteico’ vago, sem deixar claro que a proteína é whey, pede desconfiança.
O que fazer com essa leitura
Nem todo aminoácido na lista é amino spiking. Alguns produtos os incluem por outra razão. Mas a combinação de aminoácidos livres em destaque com um teor de proteína alto demais para o preço é um sinal de alerta. Prefira whey com fonte clara e lista enxuta, onde a proteína declarada corresponde ao que a densidade proteica da dose sustenta. Sem laudo, o rótulo bem lido já filtra os casos mais grosseiros.

