Resumo Executivo: O corpo humano desmonta e remonta proteínas ininterruptamente todos os dias para manter funções vitais, mesmo em pessoas que não praticam exercício [1]. O organismo utiliza esse nutriente para produzir hormônios, criar anticorpos de defesa e sustentar a estrutura de órgãos, tecidos e pele. Como não existe uma reserva de proteína guardada para depois, a necessidade se renova a cada dia, através de alimentos sólidos ou do whey.
O que é esse nutriente na linguagem do dia a dia
As proteínas são formadas por partes menores chamadas aminoácidos. Existem vinte tipos deles nas proteínas do corpo, e onze o organismo fabrica sozinho, a partir do que já tem.
A restrição está nos outros nove. Esses o corpo não consegue produzir, e eles precisam vir do que você come ou bebe ao longo do dia.
O whey entra nesse cenário não como um produto de outra categoria, e sim como uma fonte prática que entrega esses mesmos nove componentes, extraídos do soro do leite [2]. Ele divide a mesma função biológica com o ovo, o frango ou o peixe.
O trabalho silencioso que acontece longe do espelho
A ideia de que a proteína serve apenas para mudar o visual do corpo esconde o verdadeiro propósito do nutriente. A maior parte do trabalho que ele realiza é invisível.
O corpo gasta aminoácidos continuamente para produzir as enzimas que quebram a comida no estômago. Os hormônios que controlam o ritmo do metabolismo e os anticorpos que combatem infecções também dependem desse fornecimento.
Na parte externa, a firmeza da pele, o crescimento do cabelo e a resistência das unhas são mantidos pela presença constante desse nutriente. A demanda existe mesmo para quem passa o dia inteiro sentado.
O recomeço diário e a ausência de uma reserva
O motivo de precisarmos comer proteína com regularidade está numa característica do metabolismo. O organismo guarda o excesso de energia vindo de carboidrato e de gordura como tecido de reserva, para os momentos de escassez.
Com a proteína, essa lógica não funciona da mesma forma. Não existe um depósito de proteína esperando para ser usado. O corpo vive desmontando estruturas antigas e remontando novas com o que chega da alimentação, e o que sobra acima da necessidade vira energia ou reserva comum, e não proteína disponível para o dia seguinte.
A ressalva importante é que o corpo tem, sim, de onde tirar proteína quando ela falta: ele recorre ao próprio músculo. Só que isso é consumo de estrutura, e não uso de reserva.
As consequências invisíveis quando a alimentação falha
Muitos leitores acreditam que o único sinal de pouca proteína é a perda de massa muscular, e o corpo emite alertas bem antes de o espelho mostrar qualquer alteração. Quando o abastecimento diminui, o organismo começa a racionar os aminoácidos disponíveis, priorizando os órgãos vitais.
Os primeiros sinais aparecem na queda da imunidade, com resfriados e infecções mais frequentes. As unhas quebram com facilidade, o cabelo cai em maior quantidade e cortes demoram mais para cicatrizar.
Esses sinais indicam que o corpo está tendo dificuldade de realizar as manutenções básicas por falta de matéria-prima no prato.
Por que a necessidade existe mesmo sem esforço físico
A objeção comum de quem não pratica exercício é achar que proteína é assunto restrito ao ambiente das academias. O movimento apenas eleva a demanda por causa do desgaste do treino, e o gasto de manutenção existe em qualquer corpo [1].
Quem não treina precisa do nutriente na mesma frequência para manter as articulações, os ossos e a comunicação entre os órgãos através dos hormônios.
O whey atua na rotina de quem não treina como conveniência, oferecendo a mesma família de aminoácidos da comida de forma rápida, para os horários em que não dá para cozinhar.
O Que Ainda Não Sabemos
Não está fechado o quanto a velocidade com que cada pessoa desmonta e remonta as próprias proteínas varia entre indivíduos saudáveis, nem o que explica essa diferença.
Também segue em aberto em que ponto exato a falta de proteína começa a afetar cada função do corpo. Sabe-se a ordem de prioridade, e não o limite em que cada sinal aparece.
Para entender o assunto por inteiro
Este artigo responde uma parte. As outras cinco:
- Como o corpo digere a proteína: a diferença entre a comida e o whey: o caminho que a proteína faz até o músculo, e por que o whey chega antes da comida
- Existe um limite de proteína por refeição? Quanto o corpo consegue aproveitar: o que de fato tem limite numa refeição, e por que os 30 gramas não significam o que todo mundo pensa
- O que acontece com a proteína em excesso: o corpo descarta ou armazena? Para onde vai a proteína que passa da necessidade, e por que ela não é desperdiçada
- Proteína animal ou vegetal: a diferença real no aproveitamento do corpo: por que o corpo aproveita menos a proteína vegetal, e o quanto isso importa na prática
- Quanta proteína você precisa por dia: como calcular a meta da sua rotina: quanta proteína você precisa por dia, e por que o número que todo mundo repete não serve de meta
Isto se conecta com
- O Que É Whey Protein: A Resposta Curta e a Longa: o que é whey protein, de onde ele vem e por que essa proteína é considerada das melhores
- O Que o Whey Entrega, e o Que Depende de Você: o mapa dos efeitos do whey no corpo, e a condição que cada um exige
Perguntas Frequentes
Em função no corpo, nenhuma. As duas fornecem os mesmos aminoácidos [2]. A diferença está na velocidade de digestão e na praticidade.
Não. Não existe uma reserva de proteína como existe de gordura. O que não for usado no dia vira energia ou reserva comum.
O corpo retira os aminoácidos de que precisa dos próprios tecidos, principalmente do músculo, para manter os órgãos funcionando.
Não. O consumo acima da necessidade do dia não acelera as funções do corpo, e o que sobra vira energia ou reserva.
Pode. O whey é a proteína do soro do leite e serve como alimento para ajudar a fechar a proteína do dia quando falta tempo para cozinhar [1].
Referências Científicas
[1] Phillips SM, Chevalier S, Leidy HJ. (2016). Protein “requirements” beyond the RDA: implications for optimizing health. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, 41(5), 565-572. DOI: 10.1139/apnm-2015-0550
[2] Jäger R, Kerksick CM, Campbell BI, et al. (2017). International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 14, 20. DOI: 10.1186/s12970-017-0177-8

