Quase tudo, e dá para decidir caso a caso com uma pergunta só: isso que está escrito na frente tem, no verso, um número que eu possa conferir? Se tem, é dado. Se não tem, é enfeite. A frente do pote de whey é a parte da embalagem que ninguém precisa provar.
A pergunta que separa dado de enfeite
A frente vende, o verso responde. Tabela nutricional e lista de ingredientes seguem regra de rótulo; cor, escudo, foto e adjetivo não seguem regra nenhuma. Por isso a pergunta funciona sozinha, sem você precisar conhecer a marca: ou aquela promessa aparece em número atrás, ou ela existe só na arte.
A régua aplicada em qualquer pote
| O que está escrito na frente | Tem número no verso? | Onde isso foi destrinchado |
|---|---|---|
| “Premium”, “gold”, “pro”, “advanced” | Não. Nenhum tem definição legal | O mito do preço |
| “Natural”, “sem química” | Só em parte, e na lista de ingredientes | Existe whey natural? |
| “24 g de proteína” | Sim, na tabela nutricional | Como esse número é obtido |
| “High protein” | Sim, e nem sempre confirma a promessa | O que a expressão esconde |
| Selo holográfico, QR code | Sim, se o código leva a canal oficial | Até onde eles provam |
| “Matriz proteica”, “fórmula exclusiva” | Não | Não se aplica |
| Foto de atleta, medalha desenhada | Não | Não se aplica |
Repare no padrão: o que sobrevive à régua sempre aponta para o verso do pote. O que não sobrevive só existe na frente.
As duas coisas da frente que valem
O peso do pote e o tipo de whey. O peso (900 g, 1 kg, 2 kg) entra na conta de custo por grama de proteína. O tipo (concentrado, isolado, hidrolisado ou blend) diz de que família o produto é. Os dois passam na régua porque os dois se confirmam atrás. O resto da frente é arte, e arte não se compara entre dois potes.

